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SOBRE A CURADORIA
Tecer identidades vem do modo de viver e fazer, produzir e saber com o território onde vivemos. Com a exposição "Tecendo Identidades: Arte, Patrimônio e Território em Três Rios" veremos que os patrimônios de uma cidade são mais do que construções, monumentos ou marcos históricos. Eles guardam memórias, narram trajetórias e revelam as múltiplas camadas que formam a identidade de uma comunidade. De 1861 a 1963, os espaços históricos tombados selecionados revelam a necessidade de pensar nossas práticas decoloniais em virtude de um discurso opaco e raso da colonização. De revelar o que esses monumentos nos diz na contemporaneidade ao contrapor formas hegemônicas de estar no mundo.
A decolonialidade é a pratica crítica que permite olharmos para patrimônios culturais como o Coreto da Praça da Autonomia, a Ponte das Garças, a Casa da Cultura, a Casa de Pedra e o Monumento à Mãe Preta e desvinculando de hierarquias de conhecimentos eurocêntricos, nos permitindo promover outras perspectivas e epistemes de estar no mundo que constituem referências afetivas e culturais que conectam passado, presente e estabelecem formas de ser no futuro.
"Tecendo Identidades: Arte, Patrimônio e Território em Três Rios" nasce do encontro entre patrimônio, criação artística e participação comunitária produzida pelo Coletivo Oficina de Costura. As obras selecionadas dialogam e questionam os patrimônios materiais culturais da cidade de Três Rios. Os participantes das oficinas Tecendo Identidades, sob coordenação da arte-educadora Lucimar Costa, desenvolveram um novo olhar sobre esses espaços que contam histórias sobre nosso território.
Por meio de técnicas de tie-dye e decoupage em ecobags, os participantes foram convidados a experiência de observar, interpretar e recriar elementos do patrimônio cultural da nossa cidade. O resultado é um conjunto de peças autorais que transformam referências arquitetônicas, históricas e simbólicas em expressões de pertencimento, decolonialidade, memória e imaginação.
Das fotografias e registros desses espaços, cada trabalho apresentado nesta exposição representa um olhar singular sobre a cidade. As peças revelam como a cultura é continuamente recriada pelas pessoas que vivem e constroem nosso território.
Tecendo identidades propõem uma reflexão que tece memórias, afetos e futuros. Esta exposição é um convite para reconhecer o patrimônio como uma construção contínua, participativa e viva, que ganha novos sentidos quando encontra a arte, a educação e a participação comunitária que afirmam nossa história.
Monumento à Mãe Preta
Casa da Pedra
Ponte das Garças
Casa da Cultura
Coreto da Praça da Autonomia












Criar com a história e o artesanato
As linguagens artísticas nos possibilita repensar coletivamente a história, encontrando outras formas de narrativa e modos de ser.




















































VEJA AS OBRAS EXPOSTAS
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Tie Dye, Jurema de Vasconcellos, 2026.
Monumento à Mãe Preta
Símbolo da contribuição e resistência da comunidade negra, o Monumento à Mãe Preta, foi inaugurado em 13 de maio de 1963, no bairro Vila Isabel em Três Rios.
Uma homenagem de iniciativa de José Soares, a escultura à Mãe Preta - de autoria desconhecida - representa a contribuição da mulher negra na constituição do país. Simbolizada como uma ama de leite, função exercida por mulheres negras escravizadas no Brasil colonial, a estátua em bronze amamenta uma criança branca.
Longe de uma história romantizada, essas mulheres eram separadas de seus próprios filhos recém-nascidos para alimentar os filhos dos donos de escravos, colocando a saude de seu próprio filho em risco.
Mesmo com movimentos contra o monumento, em janeiro de 1961, foi criada uma comissão pró-construção do monumento, formada por nomes importantes da história política e cultural da Três Rios, como Hugo José Kling, Armando de Almeida, Luiz Gonzaga Ribeiro de Carvalho, entre outros.
A escultura ficaria localizada em uma praça histórica Ambrosina Bastos, líder comunitária do bairro Colônia ou Colônia Agrícola Nossa Senhora da Piedade, antigo nome dado ao bairro Vila Isabel.
Com forte mobilização popular inaugura o monumento em 13 de maio de 1963 e até hoje permanece presente na memória dos moradores.
Mais do que uma obra histórica, o espaço representa um dos mais importantes símbolos da memória afetiva, cultural e social do município, preservando o reconhecimento à contribuição da mulher negra escravizada na formação da cidade.
Com forte mobilização popular, o monumento inaugurado em 13 de maio de 1963.
Como iniciativa de José Soares, a construção do monumento seria uma homenagem dedicado à “Mãe Preta”, símbolo da contribuição da mulher negra na constituição do Brasil que, segundo ele próprio escreveu à época, era “mãe do filho de suas entranhas e mãe do filho branco do sinhô e sinhá”.
A estátua em bronze da mulher negra amamentando a criança branca relembra as amas de leite no período do regime escravocrata brasileiro.








Monumento à mãe preta, 2026
Deivison Chioke
fotografia
Monumento à mãe preta, data não identificada
autoria não identificada
fotografia
Acervo Pessoal
Aluizio Reis
Monumento à mãe preta, 2026
Deivison Chioke
fotografia
Monumento à mãe preta, 2026
Deivison Chioke
fotografia
Casa de Pedra
A Casa de Pedra - Estação de Três Rios da Estrada de Ferro Leopoldina, inaugurada em 24 de maio de 1900, servia de ligação entre a capital do Rio de Janeiro e ao interior junto a Zona da Mata Mineira.
Característica por suas pedras “marroadas”, recebia na época os trens que procediam do Rio de Janeiro, seguindo por Petrópolis, e quando chegava à estação chamada Triângulo - nome dado por um triângulo de manobras - localizada no atual bairro de mesmo nome, entravam na perna de linha que seguia em direção ao interior, retornando de ré até à plataforma da "Casa de Pedra".
Após o embarque/desembarque de passageiros e das mercadorias, seguia de frente para Caratinga e/ou Manhuaçú.
Patrimônio Material Histórico e Cultural tombado pela cidade e Patrimônio Cultural Ferroviário reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2025.








Estação de Três Rios, 2026
Deivison Chioke
fotografia
Estação de Três Rios, 2026
Deivison Chioke
fotografia
Estação de Três Rios, 2026
Deivison Chioke
fotografia
Locomotiva em frente a casa de pedra, data não identificada
Guido Motta
fotografia
Acervo Pessoal
Aluízio Reis
Casa de Cultura
Construído na década de 1920, A Casa de Cultura foi o primeiro prédio a ser construído na Praça São Sebastião.
O prédio teve sua primeira funcionalidade como a escola Condessa do Rio Novo, e anos mais tarde passou a ser a sede do Fórum de Justiça da Três Rios até 1998.
Com a transferência de parte do poder judiciário, o prédio foi cedido à Prefeitura Municipal para abrigar a Casa de Cultura. Onde no andar térreo, continuou a funcionar o Juizado Cível até conclusão da transferência.
A Casa de Cultura, também conhecida como Antigo Fórum, é tombado como patrimônio histórico municipal desde 1997.






Escola Condessa do Rio Novo, 1940
autoria não identificada
jornal
Casa de Cultura, 2026
Deivison Chioke
fotografia
Casa de Cultura, 2026
Deivison Chioke
fotografia
Coreto da Praça da Autonomia
Inaugurado em 24 de fevereiro de 1911, o Coreto da Praça da Autonomia serviu de cenário a vários momentos históricos de Três Rios, entre eles, o movimento da campanha pela emancipação política e administrativa de Três Rios. A época, distrito Entre-Rios ligado a Paraíba do Sul. Daí surge o nome Praça da Autonomia inspirando artistas e moradores.
Inicialmente a praça era conhecida pelo nome Praça Dr. Oscar Weinschenck, homenagem dedicado ao político e engenheiro pelas obras locais.
O Coreto foi tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual (INEPAC) em 18 de março de 1992 e seu tombamento municipal deu-se em 1997.






Coreto da Praça da Autonomia, 2026
Deivison Chioke
fotografia
Praça da Autonomia, século XX
autoria não identificada
fotografia
Acervo Pessoal
Aluízio Reis
Praça da Autonomia, 197l
autoria não identificada
fotografia
Acervo
Arquivo Nacional
Ponte das Garças
A Ponte das Garças, de nome oficial - Ponte de Paraíba, foi projetada no século XIX pelo engenheiro José Koeller. Sua construção iniciou em 1859 e sua inauguração se deu em 23 de Junho de 1861, com a presença de D. Pedro II, então, Imperador do Brasil.
A estrutura projetada para a rodovia Estrada União e Industria para ser uso de passagem de carroças e montarias. Em 1902, o empreendimento recebe os trilhos da Estrada de Ferro Leopoldina Railway, servindo durante longo período como ponte rodoviária e ferroviária.
Batizada popularmente de Ponte das Garças devido a grande concentração das aves no local, a ponte foi tombada oficialmente em 26 de junho de 1997 por meio do Decreto Municipal nº 2.113.




Ponte das Garças, 1938
autoria não identificada
fotografia
Acervo Pessoal
Aluízio Reis
Ponte das Garças, data não identificada
autoria não identificada
fotografia
Acervo Pessoal
Aluízio Reis
Conversa com a Curadoria
Deivison Chioke e Lucimar Costa compartilham a narrativa curatorial, os processos criativos e os sentidos que orientaram a construção da exposição virtual.

FICHA TÉCNICA
EXPOSIÇÃO VIRTUAL
“Tecendo Identidades:
Arte, Patrimônio e Território”
Curadoria e textos
Deivison Chioke
Coordenação do projeto
Lucimar Costa
Realização
Coletivo Oficina de Costura
Artistas-Expositores
Alunos das oficinas Tecendo Identidades
Pesquisa
Deivison Chioke
Acervos
Aluízio Reis
Arquivo Nacional
Design e Desenvolvimento Web
Chioke Produções
Agradecimentos
Elder radio 3 Rios
Jaqueline Ciep
Ezilma
Parceria Institucional
Primavera dos Museus - Ibram


Este projeto foi contemplado pela Politica Nacional Aldir Blanc do Governo Federal, via Prefeitura de Três Rios por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, com apoio da Chioke Produções.


Contato
coletivooficinadecostura@gmail.com
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